Sereias

 

art_sereiasA arte medieval as representa em duas formas distintas, como metade mulher e metade peixe ou como metade mulher e metade pássaro, podendo ser encontradas em diversas igrejas, edificações, sepulturas e navios da época, sendo a versão peixe a mais difundida, que pode ser vista, por exemplo, na cultura nórdica.

Esses seres com visual metade peixe normalmente são retratados morando em lugares escarpados, ilhas rochosas e recifes, com seu canto hipnotizante atraíam os navegantes para estes lugares de difícil navegação causando o naufrágio de seus barcos para posteriormente devorá-los.

Elas também são vistas como símbolos do desejo em seu aspecto mais doloroso, pois seu corpo animal não pode satisfazer os anseios que seu canto e beleza de sua face e busto despertam. Seus adereços característicos, o espelho e o pente, revelam a sensualidade e vaidade dessas criaturas. Continue lendo


Hamsá

 

art_hamsaO hamsá, ou chamsa como também é conhecido, possui evidências arqueológicas de seu uso como um escudo contra o mau-olhado antes mesmo do Judaísmo e do Islã. Existem indícios de que ele seria um símbolo fenício associado a Tanit, deusa-chefe de Cartago, cuja mão ou vulva afastava o mal, posteriormente o símbolo foi adotado pela cultura árabe, que o passou para os judeus.

Embora o Alcorão vete o uso de amuletos, o hamsá é facilmente encontrado entre seguidores do Islã, para os muçulmanos é um artefato místico, uma representação da mão de Fatima Bint Muhammad, filha de Muhammad, ou Maomé, um dos profetas do islã. Facilmente associado aos cinco mandamentos fundamentais que todo muçulmano precisa cumprir, os chamados “cinco pilares do islã” que são: 1) Jejuar e observar as obrigações no mês do Ramadã; 2) Fazer a peregrinação a Meca; 3) Orar diariamente cinco vezes ao longo do dia; 4) Fazer caridade; 5) Professar e aceitar o credo. Continue lendo


Cavalo

 

art_cavaloA figura do cavalo está presente em todos os povos, desde o período paleolítico até a era industrial eles têm desempenhado um importante papel na maioria das culturas.

Associado originalmente às trevas, quer ele surja galopante das entranhas da terra ou das abissais profundezas do mar. Filho da noite e do mistério esse cavalo arquetípico é portador da morte e da vida em um só tempo, ligado ao fogo destruidor e triunfador, como também à água, nutriente e asfixiante, com apenas uma batida de seu casco ele faz brotar fonte de água. Mas como a noite conduz ao dia, o mesmo ocorre ao cavalo, que deixa seu aspecto sombrio e se torna símbolo da luz. Continue lendo


Coruja

 

art_corujaEsta ave de hábitos noturnos para muitos povos simboliza conhecimento e sabedoria por sua capacidade de enxergar através da escuridão, vendo o que os outros não veem.

Enquanto os demais dormem, ela fica acordada vigilante e atenta a tudo que ocorre a sua volta, além disso, consegue girar seu pescoço em até 270° para observar ao seu redor, permanecendo com o restante do corpo sem o menor movimento. A grande capacidade de visão e audição torna a coruja exímia caçadora e devido a estas características ela representa, em muitas culturas, uma poderosa e profunda conhecedora do oculto.

Sua imagem também está ligada a reflexão, conhecimento racional e intuitivo. Uma tradição antiga dizia que quem comesse sua carne adquiriria os dons de previsão e clarividência, mostrando poderes divinatórios. Continue lendo


Esfinge

 

art_esfingeA esfinge é uma figura mitológica, usualmente apresentada com o corpo de leão e cabeça de humano, uma de suas funções era a demonstração de poder, assim como as pirâmides do Egito, mas também pode trazer uma representação de vaidade destrutiva. Alguns dizem que esta figura foi criada no Egito, entretanto historiadores afirmam que ela teria sido importada da cultura grega.

No Egito, agachadas e tranquilas, transmitindo certeza em sua serenidade, são guardiãs das entradas proibidas, dos templos e das múmias reais, se apresentam como leões divinos e teriam cabeças de faraós, representando uma força soberana, impiedosa com os rebeldes e protetora dos bons. Continue lendo


Sonhos, uma linha direta com o inconsciente

 

art_sonhos_inconscienteOs sonhos têm grande destaque desde a antiguidade. Os vários povos já usavam essa ferramenta de alguma forma, inclusive como poderes premonitórios, mas só em 1900, com a publicação de “Interpretação de Sonhos”, escrito por Sigmund Freud, pai da psicanálise, que esse assunto ganhou um cunho mais científico.

Naquele livro, extremamente polêmico para a época, Freud segue um caminho completamente novo, definindo o conteúdo do sonho como realização dos desejos. Para ele, no enredo há um sentido visível considerado uma fachada, e um sentido latente que é o significado, e é este que realmente importa. Continue lendo


Os símbolos e suas aplicações

 

Os símbolos e suas aplicaçõesEm todas as culturas temos símbolos representativos sendo usados das mais diversas formas, incluindo proteção, ligação com o Sagrado e Divino, afinidade pessoal com uma determinada linha entre outras coisas.

Mesmo em nossa cultura não é difícil perceber as pessoas usando uma corrente com um Crucifixo, um Om*, uma Cruz de Ansata** ou um Pentagrama, para citar apenas alguns. Também vemos adesivos nos carros com as mais diversas representações simbólicas e os que desejam se “associar” aos símbolos de maneira mais intensa chegam a tatuá-los no próprio corpo.

Os símbolos não resolvem tudo magicamente, mas ajudam. E de que forma eles ajudam?

Para respondermos essa pergunta é necessário abordarmos um outro conceito conhecido como Egrégora. Continue lendo